Estudo mostra principais características para ser um bom programador

A área de Tecnologia da Informação vem sendo uma das mais promissoras do mercado nos últimos tempos. Mesmo em cenários de crise econômica, ela continua com vagas abertas e salários vantajosos. Mas para ingressar nesse mercado é preciso entender como ser um bom programador e quais habilidades podem fazer com que você se destaque em meio a concorrência. Foi isso o que o estudo publicado na revista científica Scientific Reports, da editora Nature Publishing Group, demonstrou.

O que você precisa saber para ser um bom programador?

Segundo o estudo, a habilidade mais importante que um programador (iniciante ou já atuante na área) pode aprender são novas línguas. Isso porque desenvolver códigos envolve aprender uma nova linguagem, com novo vocabulário e gramática, que precisa ser expressada de forma clara para que os comandos sejam executados.

Foram pesquisadores da Universidade de Washington que analisaram uma amostra com 36 adultos que sabiam programar na linguagem Python e chegaram à conclusão de que os profissionais que aprenderam mais rapidamente e de forma mais assertiva tinham mais facilidade com linguagens. Além disso, as pessoas possuíam boa memória de trabalho, capacidade de resolver problemas e bom raciocínio.

Os participantes do estudo passaram ainda por testes que avaliaram a habilidade de cada um deles com números. Foi descoberto que, apesar de importante, a habilidade com matemática não fazia parte dos principais requisitos para ser um bom programador.

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    O professor associado de psicologia na Universidade de Washington, Chantel Prat, acredita que há uma falta de estudos sobre quais são as habilidades necessárias na área de programação. “Muitas barreiras para programar vindas de cursos que têm como pré-requisito estereótipos de como um programador deve parecer são centradas na ideia de que a programação depende fortemente de habilidades matemáticas e essa ideia não é a evidenciada em nossos dados”, comenta Prat.

    Os estudos conduzidos por Prat descobriram que as mesmas características encontradas no cérebro em repouso que anteriormente explicavam a rapidez com que alguém aprenderia a falar francês, por exemplo, também explica como os participantes aprenderam a programar em Python.

     

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    “Este é o primeiro estudo que vincula ambos indicadores neurais e cognitivos da aptidão natural de linguagem às diferenças individuais do aprendizado de linguagens de programação. Nós fomos capazes de explicar mais de 70% da variabilidade em como diferentes pessoas aprendem rapidamente a programar em Python e apenas uma pequena fração dessa quantidade estava relacionada a números”, Prat completa.

    Os novos estudos apontam como ser um bom programador te ajudará a conquistar boas posições no mercado em um país onde a demanda de transformação digital pode garantir que as companhias precisem de 420 mil trabalhadores até 2024, segundo a Associação Brasileira das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação (Brasscom).

    Matéria retirada do site: Exame

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